A história do duomo de Milão
Antes de falar sobre a história do duomo de Milão, vamos esclarecer uma coisa: o que é duomo?
Duomo significa catedral, ou seja, a igreja principal de um bispado ou arcebispado.
Com uma superfície interna de 11.700 metros quadrados o duomo de Milão é a quarta maior igreja da Europa.
A igreja, dedicada a Santa Maria Nascente, começou a ser construída em 1386 e só foi finalizada no século XIX, ou seja, levou mais de 400 anos para ser concluída.
A história da construção do edifício pode ser resumida em 7 fases:
Nascimento do duomo (1386-1387) – o arcebispo Antonio da Saluzzo projeta uma nova catedral, dedicada a Santa Maria Nascente, no lugar da Santa Maria Maggiore.
Fase Viscontea (1387-1447) – Gian Galeazzo Visconti funda a Veneranda Fabbrica del Duomo, com o objetivo de dar continuidade ao projeto inicial, aos trabalhos de construção e de conservação da catedral, e opta pelo mármore de Candoglia para a edificação do monumento.
Fase Sforzesca (1450-1520) – as naves do edifício são prolongadas até a terceira (e última) arcada, os vitrais mais bonitos e a elegante estátua de Amadeo são feitos nessa época.
Fase Borromaica (1560-1650) – os arcebispos Carlo e Federico Borromeo introduzem influências da Reforma Católica na catedral: os quadros de San Carlo e o coro em madeira.
Sei-Settecento (1650-1800) – as torres da igreja ficam prontas e a Madonnina é colocada na agulha mais alta.
Ottocento (1800-1900) – a fachada e a ornamentação são concluídos. Muitos vitrais são dessa época.
Novecento – um século de guerras e conflitos, começam as grandes restaurações, as primeiras escavações arqueológicas na Piazza del Duomo e a conclusão ideal da fachada com a criação das portas, que datam de um período relativamente recente, entre 1909 e 1965.





