Entre a catedral monumental e os românticos canais de Navigli, surge uma Milão moderna e sustentável apontando para o céu

por · 30/06/2019

Entre a catedral monumental, que levou mais de 400 anos para ser construída e os românticos canais de Navigli de Leonardo da Vinci, surge uma Milão moderna e sustentável apontando para o céu.

A Milão das indústrias, do milagre econômico italiano, da moda e do design está mudando de cara devido aos grandes projetos de renovação urbana em andamento desde o começo do ano 2000.

Sem ofuscar a Madonnina, a estátua que representa a Assunção de Maria na ponta mais alta da agulha da catedral, os arranha-céus dos bairros Porta Nuova e CityLife, assinados por grandes nomes das arquitetura contemporânea internacional, tocaram o céu e o coração dos milaneses.

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Porta Nuova

Com uma área de mais de 290.000 metros quadrados, o projeto Porta Nuova bateu recordes:

  • o maior canteiro de obras da Europa durante a realização do projeto;

  • o arranha-céu mais alto da Itália, a torre da Unicredit, sede comercial e cultural do banco Unicredit com 231 metros;

  • o edifício residencial mais alto da Itália, a torre Solaria, com 143 metros;

  • o edifício de aço mais alto da Itália, a torre Diamante, sede italiana do grupo BNP Paribas, com 140 metros;

  • o edifício mais bonito e inovador do mundo (International Highrise Award), o Bosco Verticale.

A primeira a sair do papel foi a praça Gae Aulenti, projetada pelo arquiteto argentino César Pelli: um pódio circular sobrelevado com uma árvore ecológica no meio emoldurado pelos belos edifícios da Unicredit.

Ao redor da praça, painéis fotovoltaicos absorvem a luz durante o dia, transformando-a em energia elétrica utilizada no complexo da Unicredit.

A Solar Tree, a árvore tecnológica com frutos ecologicamente inteligentes, que fica no centro da praça, também se ilumina à noite graças ao mesmo sistema.
Uma das grandes estrelas do projeto, o premiado Bosco Verticale, conta com mais de 800 árvores, 4.500 arbustos e 15.000 plantas distribuídos pelas sacadas dos dois edifícios, que, aliados aos painéis fotovoltaicos, são responsáveis por uma redução de mais de 30% do consumo energético, pela otimização do clima e da qualidade do ar e pelo favorecimento da produção de oxigênio e da absorção de gás carbônico.

A quantidade de árvores presente em cada edifício do Bosco Verticale ocuparia uma área de 20.000 metros quadrados se o condomínio fosse horizontal.

Devido ao isolamento térmico dos edifícios, aos painéis solares e fotovoltaicos, ao amplo uso de materiais biodegradáveis não poluentes e reciclados na construção, ao aproveitamento da iluminação e ventilação naturais e da água das chuvas, ao sistema automático de coleta seletiva de lixo, à reciclagem de mais de 90% dos resíduos da construção e à utilização de mais de 40% de matéria-prima local, o complexo Porta Nuova foi o primeiro projeto italiano a obter a pré-certificação Leed Gold, uma das mais importantes certificações para construções sustentáveis.
O complexo Porta Nuova engloba toda a praça Gae Aulenti, os Residenze di Corso Como, a Corte Verde di Corso Como, o Centro Direzionale Unipol (em construção), a torre Solaria e o complexo residencial anexo, a torre Diamante e os Diamantini, as ville di Porta Nuova, o Bosco Verticale, a casa della Memoria, o Ziggurat, a Stecca 3, as Residenze dei Giardini, a Fondazione Riccardo Catella, o palácio Milano Assicurazioni (em construção) e a Biblioteca degli Alberi, o quarto maior parque da cidade e um dos parques mais bonitos de Milão.
CityLife Milano

Projetado por uma das arquitetas mais famosas do mundo, a iraquiana-britânica Zaha Hadid (1950-2016) e pelos renomados arquitetos Arata Isozaki e Daniel Libeskind, o projeto CityLife Milano partiu do zero com 366.000 metros quadrados em 2007.

Doze anos, dois arranha-céus, quinze edifícios residenciais, um shopping, um parque, uma estação de metrô e uma creche depois, o CityLife está na reta final com o término da construção da torre Libeskind previsto para 2020.  

As grandes estrelas do CityLife são as três torres:

  • a torre Generali, também conhecida como Lo Storto (a torta), com 170 metros e 39 andares que se torcem em direção à catedral, o monumento mais importante da cidade;
  • a torre Allianz, apelidada de a direita (Il Diritto), com 202 metros verticalíssimos, uma sucessão de vidros verticais, levemente arredondados, e elevadores panorâmicos hipnotizantes que ficam flutuando entre os 50 andares do edifício;
  • a torre Libeskind, a curva (Il Curvo), com 175 metros côncavos que se desenvolvem ao longo de 28 andares em direção à cúpula renascentista.

Os edifícios residenciais dividem-se entre os navios luxuosos de Hadid e os suntuosos apartamentos de Libeskind inspirados nas antigas casas de ringhiera lombardas (residências populares com um pátio em comum e sacadas compartilhadas pelos moradores do mesmo andar).

Todos os apartamentos são equipados com sistema de domótica, o mais moderno dispositivo em termos de automação residencial, que permite gerenciar a climatização, a iluminação, a segurança e interagir com diferentes tipos de interruptores à distância.
Além da redução do consumo de energia, da baixa emissão de gás carbônico, da racionalização do uso da água, da reciclagem dos resíduos da construção, do amplo uso de materiais biodegradáveis não poluentes, o CityLife está inserido no terceiro maior parque da cidade, desfruta da maior área de pedestres de Milão, tem o primeiro shopping e a primeira creche sustentáveis da Itália e um sistema de transporte eficiente que privilegia o acesso subterrâneo, diminuindo o tráfico e a poluição.

Projetos de renovação urbana como o Porta Nuova e o CityLife aliados aos serviços funcionais, ao crescimento econômico, à mobilidade sustentável, às inovações e transformações digitais, às políticas públicas voltadas ao idoso, às crianças, às pessoas portadoras de necessidades especiais e aos imigrantes garantiram a Milão o título de cidade mais inteligente da Itália (ICity Rate) desde 2014.

Durante séculos, a Madonnina dominou o céu de Milão: O humano não deveria superar o divino.  Em menos de vinte anos, os arranha-céus de Porta Nuova e do CityLife mudaram lindamente o panorama da cidade e superaram o divino em altura, mas não em majestade.

Provavelmente, você só virá a Milão uma vez, não deixe de conhecer o terraço do duomo, que tem uma das vistas mais bonitas da cidade e quase ninguém conhece, garanto que você vai adorar.

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1 Comentário

  1. 21/08/2019

    […] bairro Porta Nuova fica a pouco mais de dois quilômetros do centro de Milão, entre Porta Venezia e Chinatown, e foi […]

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