Coronavírus na Itália

Respondendo a inúmeros e-mails, sim, o coronavírus é o assunto do momento na Itália. São mais de 370 pessoas infectadas, 11 cidades isoladas, escolas, universidades, museus, bares e boates fechados, partidas de futebol e carnaval cancelados e o pânico instaurado.

No dia 30 de janeiro, foram registrados os primeiros dois casos de coronavírus na Itália de dois turistas chineses provenientes de Wuhan em Roma.

No dia 31 de janeiro, a Itália cancelou todos os voos provenientes da China ou com destino ao gigante asiático.
No dia 18 de fevereiro, ocorreu o primeiro caso de transmissão secundária do Covid-19 no hospital de Codogno na região da Lombardia, a 70 quilômetros de Milão.

Aí é que o problema começou:

O paciente 1 é um funcionário da Unilever de 38 anos que, depois de um jantar e uma ida ao bar com um amigo que tinha voltado da China no dia 21 de janeiro, contrai o coronavírus e é atendido no hospital de Codogno.

Como o paciente 1 era são, esportista e não tinha viajado para a China, o teste do coronavírus só foi realizado no dia 20 de fevereiro, após uma segunda entrada no hospital no dia 19 de fevereiro, precisamente trinta e seis horas depois do primeiro atendimento.

Em menos de 40 horas, outras 39 pessoas foram diagnosticadas com o coronavírus: todas elas ou tiveram contato com o paciente 1 (a esposa grávida de 8 meses, amigos e clientes do bar) ou com o hospital (médicos, anestesistas, enfermeiros, funcionários, pacientes e parentes das novas vítimas).

O caso do hospital de Codogno só se tornou público no dia 22 de fevereiro e no dia seguinte, através de um decreto-lei, Codogno e outras 10 cidades limítrofes foram isoladas: Bertonico, Casalpusterlengo, Castelgerundo, Castiglione D’Adda, Fombio, Maleo, San Fiorano,  Somaglia, Terranova dei Passerini e Vo’.

O amigo do paciente 1, o suposto paciente zero, foi convocado a fazer o teste do coronavírus, no entanto, o resultado foi negativo. Nada de coronavírus, nem de anticorpos do coronavírus, ou seja, o paciente zero da Itália ainda permanece incógnito.

Com o aumento diário do número de infectados pelo coronavírus, a Itália vive uma espécie de Ensaio sobre a cegueira: os italianos abandonaram os restaurantes chineses e japoneses, deixaram de fazer compras na Amazon com medo de contrair o coronavírus através dos produtos chineses, esvaziaram as prateleiras de produtos enlatados, leite e pão dos supermercados e acabaram com o estoque de máscaras e desinfetante para as mãos das farmácias.

No dia 23 de fevereiro, saiu o comunicado oficial do fechamento de teatros, escolas, universidades, museus e cinemas das regiões Lombardia e Vêneto até o dia 1º de março. As partidas de futebol, as missas e o carnaval, inclusive o de Veneza, foram cancelados, assim como qualquer tipo de manifestação pública.

Os bares e restaurantes só podem funcionar até às seis da tarde e as boates estão fechadas.

A recomendação é de ficar em casa, lavar bem as mãos, usar máscaras e aguardar as próximas notícias.

Fora isso, a vida por aqui continua normal, com as crianças em casa, sem idas a museus ou a lugares aglomerados, com os amigos por perto, compras regulares ao supermercado, idas a restaurantes na hora do almoço e torcendo para que a situação melhore logo.

Nada de pânico, só um pouco de precaução.

Até o momento, foram confirmados oito casos do Covid-19 em Milão.
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