Turismo na Itália: de Milão a Bérgamo

by · 15/09/2014

Bérgamo foi fundada pelos celtas no século VI a.C. e conquistada pelos romanos no ano 49 a.C..
Em 774 foi dominada pelos francos e passou a ser governada por uma série de condes. A partir de 1331, começou o governo dos Visconti de Milão e, depois de quase um século de dominação opressiva, passou a fazer parte da República de Veneza em 1428.
Uma das primeiras medidas tomadas pela República de Veneza foi a construção de um muro de defesa ao redor da Cidade Alta (1561), a partir de então, Bérgamo tornou-se uma cidade-fortaleza.

As muralhas de Bérgamo

As muralhas de Bérgamo

O domínio veneziano seguiu até a era napoleônica em 1797 com a República Bergamasca, que fazia parte do Reino da Itália.
Com a queda de Napoleão, a cidade passou ao domínio austríaco. Precursores da industrialização em Bérgamo, os austríacos integraram a cidade à rede ferroviária lombarda em 1857.
A Cidade Baixa foi interligada à Cidade Alta em 1887 com a implantação de um funicular e a partir do século XX, um novo centro foi inaugurado na Cidade Baixa.

Como ir de Milão a Bérgamo

Bérgamo fica a pouco mais de 50 quilômetros de Milão. Para quem quiser ir de carro, é só pegar a estrada A4 Milão-Veneza, o valor do pedágio não chega aos 4 euros, para os que preferirem ir de trem, as passagens de Milão a Bérgamo custam €10,60 (ida e volta).
Os trens saem de diversas estações de Milão, entre elas Cadorna, Garibaldi e Milano Centrale e do aeroporto Malpensa (o custo da passagem de Malpensa a Bérgamo é de €8,75 por trajeto).

Dica: pegue o trem em Milano Centrale, é a única estação em que o trem vai direto para Bérgamo. Nas outras estações, você terá que trocar de trem pelo menos uma vez.
A estação de Bérgamo fica na Cidade Baixa, a menos de 600 metros da Porta Nuova, que é o coração da Cidade Baixa.

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O que fazer em Bérgamo – Cidade Baixa

Os principais pontos turísticos da Cidade Baixa são a Torre dei Caduti (homenagem aos mortos na Segunda Guerra Mundial), as portas e os edifícios neoclássicos da Porta Nuova; a rua XX de setembro, que é a rua principal de compras da Cidade Baixa; a Accademia Carrara, com quase 2.000 obras italianas e europeias; a Galeria de Arte Moderna; a igreja Santa Maria delle Grazie; o Teatro Donizetti, dedicado ao grande compositor Domenico Gaetano Maria Donizetti; as igrejas de San Bartolomeo e de Santo Spirito, que abrigam obras de Lorenzo Lotto e o Palácio della Provincia com suas inúmeras esculturas de Giacomo Manzù.
Visitas feitas, fotos tiradas, é hora de pegar o funicular para a Cidade Alta, que sai da rua Vittorio Emanuelle II (€2,50 ida e volta).

Porta Nuova e Torre dei Caduti

Porta Nuova e Torre dei Caduti

Accademia Carrara

Accademia Carrara

Teatro Donizetti

Teatro Donizetti

Igreja de San Bartolomeo

Igreja de San Bartolomeo

Cidade Alta

O grande lance de Bérgamo é a Cidade Alta, as muralhas, as portas (Porta Sant’Agostino, Porta San Giacomo, Porta Sant’Alessandro e Porta San Lorenzo), as ruazinhas encantadoras, os restaurantes charmosos e a bela praça.
Para começar: quando você sair do funicular e começar o passeio em direção à praça Vecchia, verá, na vitrine de todas as padarias, um bolinho em formato de polenta com um passarinho feito de chocolate em cima. Esse é o doce típico de Bérgamo, que embora tenha cor de polenta e formato de polenta, não é uma polenta.

Polenta e Osei

Polenta e Osei

Um pouco de história: Um dos pratos mais típicos de Bérgamo é a polenta que, até algumas décadas atrás, só era servida com algum tipo de acompanhamento em ocasiões especiais. E um desses acompanhamentos era o osei, ou seja, um passarinho, normalmente a cotovia.
Em homenagem ao prato mais característico da cidade, um pasteleiro de Bérgamo criou, na segunda metade do século XIX, um doce, a polenta e osei, que é um pão de ló, regado com licor de laranja, recheado com pasta de amêndoas e com um passarinho feito de chocolate em cima.

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Polenta e Osei

Polenta e Osei

Os principais pontos turísticos da Cidade Alta

Piazza Vecchia e Piazza Duomo – Na praça Vecchia, destacam-se o belo chafariz de Alvise Contarini; a imponente biblioteca Angelo Mai; o Palácio da Razão (Palazzo della Ragione) com o famoso leão de San Marco, símbolo da dominação de Veneza por mais de 350 anos; o Palácio da Corregedoria (Palazzo del Podestà), sede da corregedoria da cidade do século XII ao XV e a Torre Cívica (Camapanone), que além de anunciar as reuniões do conselho municipal, badala mais de cem vezes todos os dias às 22:00 horas em homenagem ao antigo horário de fechamento das portas da cidade.

Biblioteca Angelo Mai e chafariz Contarini

Biblioteca Angelo Mai e chafariz Contarini

Palácio da Razão

Palácio da Razão

Palácio da Corregedoria e Torre Cívica

Palácio da Corregedoria e Torre Cívica

Na praça Duomo encontram-se a basílica de Santa Maria Maggiore com a capela Colleoni, o maior patrimônio histórico e artístico de Bérgamo; o Duomo e o Battistero.
A beleza e a magnitude da basílica de Santa Maria Maggiore é tão hipnotizante, tão fascinante, que a tendência é deixarmos o Duomo de lado. Quando o Carmine propôs entrar no Duomo, a minha resposta foi: Acha que vale a pena? Acha que chega aos pés da basílica de Santa Maria Maggiore?
Vale a pena, sim. O interior do Duomo é deslumbrante.

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Basílica de Santa Maria Maggiore e a Capela Colleoni

Complesso della Rocca – Além de proporcionar uma viagem no tempo e uma vista incrível da cidade, é sede do museu do Ressurgimento.
Um pouco de história: o complexo da fortaleza (rocca) fica em Sant’Eufemia no parque Rimembranze.
O núcleo central do complexo é constituído por uma torre quadrangular construída entre os anos de 1331 e 1336.
A fortaleza foi o centro do sistema defensivo e de vigilância de Bérgamo na época dos domínios veneziano, napoleônico e austríaco.
Na última metade do século XIX, transformou-se em cárcere.
Foi adquirido pela prefeitura da cidade em 1926.

A fortaleza de Bérgamo

A fortaleza de Bérgamo

Castelo de San Vigilio – Para terminar, um lugar muito bonito e não muito movimentado é o castelo de San Vigilio, construído, provavelmente, no século VI e com uma vista privilegiada de Bérgamo.

Castelo San Vigilio

Castelo San Vigilio

Vista do Castelo San Vigilio

Vista do Castelo San Vigilio

Agora é só pegar o funicular de volta à Cidade Alta e escolher um restaurante para jantar. A sugestão? A tradicional polenta de milho (mais) com um belo vinho.
Para quem quiser variar, fica a dica da polenta taragna, feita com farinha de trigo sarraceno, manteiga e queijo.

Restaurantes em Bérgamo

Restaurantes em Bérgamo

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7 Comentários

  1. Rodrigo disse:

    Olá, muito bom este post. Onde posso ver mais sobre o transporte de Malpensa diretamente para Bergamo?

  2. Heine disse:

    Muito bom o seu texto – claro, simples e elucidativo – parabéns!

  1. 26/12/2014

    […] Bérgamo […]

  2. 30/12/2014

    […] Bérgamo […]

  3. 04/09/2015

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