Curiosidades de Milão: personagens históricos e assassinatos no palácio Marino, de Tommaso Marino à freira de Monza

by · 15/07/2015

Durante o período da Expo 2015, o palácio Marino transforma-se em casa-museu abrindo dez salas à visitação do dia 3 de junho ao 31 de outubro às terças, quartas e sextas-feiras às 9:30 min., 10:30 min., 11:30 min., 14:00 h. e 15:00 horas.
A entrada é gratuita, a visita dura em torno de 45 minutos e inclui guia-áudio em português.
Não tem como fazer reserva, o negócio é chegar meia hora antes do horário da visita e ficar na fila.
Os grupos são de no máximo 20 pessoas.

Palácio MarinoUm pouco de informação: sede da administração municipal da cidade desde 1861, o palácio Marino, projetado pelo arquiteto Galeazzo Alessi, começou a ser construído em 1558.
O nome do palácio é o sobrenome do primeiro proprietário, Tommaso Marino, um rico banqueiro de Gênova.
Alessi abandonou o projeto em 1570, o edifício só ficou pronto no final do século XIX, sob a direção do arquiteto Luca Beltrami.
 Arquitetura em Milão Museu Palácio MarinoUm pouco de lenda: o conde Tommaso Marino era o banqueiro mais usurário, arrogante e prepotente de Milão. Um dia, quando caminhava pelo centro da cidade, viu a bela jovem Arabella Cornaro, filha de um importante aristocrata veneziano, saindo da igreja de San Fedele. O octogenário apaixonado não perdeu tempo, foi logo pedir a mão da moça em casamento. No entanto, como em Milão não havia nenhum palácio à altura da nobre donzela, o pai da jovem recusou o pedido. Contrariado, o banqueiro inescrupuloso, sequestrou a bela Ara e prometeu-lhe construir o palácio mais bonito e luxuoso da cidade.
Marino fez questão que o edifício fosse construído na praça San Fedele, local onde tinha visto a amada pela primeira vez.
Arquitetura em Milão o Palácio Marino
A primeira pedra foi colocada em 1558 juntamente com uma maldição: Essa montanha de pedras erguida com o fruto de tantos roubos, ou terminará em ruínas, ou será roubada por outro ladrão, ou queimará.
E de fato, o edifício deteriorou-se até cair nas mãos do Estado no final do século XVI.

Mas até a profecia tornar-se realidade, muita água correu por debaixo da ponte: em outubro de 1563, o filho mais novo de Tommaso assassinou um empregado do irmão mais velho por tentar criar inimizade entre eles. O resultado foi o pagamento de uma fiança altíssima, prisão domiciliar e deserdação.
No começo de 1565, foi a vez do primogênito enciumado assassinar a esposa espanhola, ser deserdado e fugir para Gênova.

Tommaso Marino faleceu, aos 97 anos, no dia 9 de maio de 1572 em meio a uma situação econômica bastante delicada e um suposto uxoricídio nas costas. Segundo uma música ainda conhecida em Milão, o banqueiro derrotado, refugiou-se em seu palácio no campo, onde teria assassinado a sua bela esposa.

E a história não para por aí, uma das netas do banqueiro, Marianna, mais conhecida como a freira de Monza, nascida no amaldiçoado palácio, filha de Virginia Marino, que morreu menos de um ano após o nascimento da filha, é protagonista da famosa obra Os noivos de Alessandro Manzoni. Mas isso já é assunto para um outro artigo.

As salas do palácio Marino

Sala delle tempere – é a sala da força, das pinturas, que fica logo na entrada e é decorada com quatro quadros do século XVII com cenas da vida de São Pedro e São Paulo.
Sala delle tempere Palácio Marino MilãoSala degli arazzi – a sala das tapeçarias, arazzi são os tapetes que se colocam nas paredes. No interior da sala, três tapetes de parede retratam a vida de Marco Aurélio, enquanto que o quarto, ilustra Perseu e a mitologia grega.
Arte em Milão Museu Palácio MarinoSala della Trinità – os destaques da sala da Trindade, originalmente concebida como capela doméstica, são os afrescos.

Sala della Resurrezione – na sala da ressureição encontra-se uma série de afrescos de Giovanni da Lomazzo dedicados à vida de Jesus.
Cultura em Milão Sala della Resurrezione Museu Palácio Marino em MilãoSala Alessi – a sala em homenagem ao arquiteto que projetou o palácio Marino, Galeazzo Alessi, abriga doze quadros: as nove musas e três deuses gregos (Apolo, Baco e Mercúrio) e dois bustos: um de Minerva e outro de Marte.
Curiosidades de Milão Sala Alessi Museu Palácio MarinoSala dell’Urbanistica – a sala urbanística é composta de gravuras do século XIX dos lugares mais emblemáticos de Milão e o retrato dos quatro arquitetos que projetaram os edifícios mais importantes da cidade: Alessi, Piermarini, Richino e Pellegrino.
Sala dell’Urbanistica Museu Palácio Marino em MilãoSala gialla – o nome da sala deve-se à cor das paredes: amarelas. O ponto forte são as mobílias: um espelho neobarroco, um grande lustre de cristal de Boêmia e um relógio francês do século XVIII.
Sala gialla Museu Palácio Marino em MilãoSala Marra– leva o nome de um ex-presidente da Câmara Municipal, Giovanni Marra, que morreu em abril de 2004 aos 43 anos de idade. Foi nessa sala que nasceu Marianna de Leyva, a freira de Monza.
Curiosidades de Milão Os noivos Alessandro Manzoni e A freira de MonzaSala del Consiglio Comunale – é a sala de reuniões do Conselho Municipal.
Sala del Consiglio Comunale Museu Palácio Marino MilãoSala dell’orologio – elegante e renascentista, a sala do relógio é a última sala da visita.
Curiosidades de Milão Sala dell’orologio Museu palácio MarinoEndereço: Piazza della Scala, 2.
Metrô: linhas amarela e vermelha, estação Duomo.

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